Há uma conversa que se repete em quase todas as visitas depois de uma ocorrência. O cliente abre o computador e mostra o vídeo.
Ter as imagens não é o mesmo que ter proteção
O plano está lá todo: entram, andam pelo espaço com calma, carregam o que querem e saem. Trinta e cinco minutos de gravação em alta definição de um prejuízo que já aconteceu.
As câmaras fizeram o que sabem fazer. Registaram. Mas ninguém estava a ver as imagens no momento em que interessava, e ninguém foi ao local enquanto ainda dava para mudar o desfecho.
Uma câmara não vigiada é uma máquina de fazer provas, não um sistema de segurança.
Onde é que a videovigilância vale mesmo
Vale quando está ligada a alguém. Uma câmara acompanhada por uma central muda de natureza: deixa de ser um arquivo e passa a ser um par de olhos que pode chamar quem está no terreno.
Vale também como dissuasor, mas só quando se percebe que é acompanhada. Uma câmara visível junto de sinalização de vigilância activa muda comportamentos. Uma câmara escondida num canto não muda nada — só documenta melhor.
As três perguntas antes de instalar mais uma
Quem vê estas imagens, e quando. O que acontece quando alguém vê alguma coisa. Quanto tempo passa entre esse momento e a chegada de uma pessoa ao local. Se as três respostas forem "ninguém", "nada" e "não sei", o problema não se resolve acrescentando câmaras.
O que isto não resolve
Monitorização activa não substitui presença física onde ela é necessária, nem torna o perímetro impenetrável. Reduz o tempo entre o que acontece e a resposta — e há situações em que só a presença de alguém no local resolve. Dizemos isso quando é o caso, mesmo quando implica propor menos tecnologia e mais pessoas.
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